Os viajantes estiveram em Mocoribe três sóis. Depois Martim levou seus passos além. A esposa e o amigo o seguiram até a embocadura de um rio cujas margens eram alagadas e cobertas de mangue. O mar entrando por ele formava uma bacia de água cristalina, que parecia cavada na pedra como um camucim. O guerreiro cristão ao percorrer essa paragem, começou de cismar.
Até ali ele caminhava sem destino, movendo seus passos ao acaso; não tinha outra intenção mais que afastar-se das tabas dos pitiguaras para arrancar a tristeza do coração de Iracema. O cristão sabia por experiência que a viagem acalenta a saudade, porque a alma para enquanto o corpo se move. Agora sentado na praia, pensava.
[José de Alencar em “Iracema”]