apesar de ser sexta

tô naquele desânimo. como há muito não sentia. isso é resultado de uma série de acontecimentos que geraram uma mistura de sentimentos péssimos. tudo que não presta, eu senti: raiva, ódio, angústia, indignação, impotência, vulnerabilidade, enganada, vontade de quebrar a cara de uma pessoa sem estar fisicamente próxima a ela. acima de tudo, eu me senti só depois que me coloquei no lugar das pessoas que sofreram injustiças e discriminação durante essa série de acontecimentos. que sentimento escroto que é a solidão. agora, de ressaca dessa enxurrada de sentimentos podres, estou num desânimo como há muito não sentia. o meu único consolo é a minha mãe, pois tomará as devidas providências para que essas injustiças sejam trazidas para a luz. o meu segundo consolo é o texto / aula “cotidiano de exceção“, de eliane brum. recomendo demais a leitura desse texto, vale como uma aula sobre o momento em que vivemos. silêncio é consentimento. uma vez me perguntaram a razão de eu ser tão “rebelde”. não me acho rebeldee também não dei o braço a torcer, respondi apenas “até o fim”. esse pequeno post serve como um desabafo para o mais completo esgotamento de paciência e do pouco de complacência que existia em mim: não dá mais pra se calar e aceitar o que está errado em nenhum situação. hoje pode estar errado para uma pessoa ou um pequeno grupo apenas, amanhã estará errado para todos – é assim que funciona.

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